I d é i a s C u r t @ s . . .

     

Sexta-feira, Fevereiro 23, 2007

 
[ E mais fotos ]
todas by Fabio Botari


a área de piscinas, uma kombi direto do túnel do tempo, malabares com fogo durante os shows e a galera no nosso bus...
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[uma prévia do local...]


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Quinta-feira, Fevereiro 22, 2007

 
[ainda o Psicodália]



um dos acampamentos... a cozinha comunitária... o mapa e um dos lagos

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[Fotos da Galera]


Fotos by Angelo, montagem by Adri
Clarissa, Lê, Paulinha e eu na tenda de shows...
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[mais fotos do Sérgio Dias]

agradecimentos efusivos ao Fábio que me enviou as fotos. A propósito, a guitarra que aparece nestas fotos é a guitarra do Sérgio mesmo. Lá pelas tantas do show, a Fender teve uma pane e ele tocou com uma guitarra emprestada, a vermelha que aparece nas fotos anteriores... sorte do músico que emprestou. Detalhe: os dedos dele flutuavam no braço da guitarra, nunca vi nada parecido...


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[O Plá no Psicodália]



Esse é o Plá, figuraça presente no Psicodália. O cara ficava circulando na chuva com um violão de 12 cordas, toda enlamado. A locação é a tal "cozinha comunitária", note a pilha de lenha e a estante com os alimentos...o tronco em que ele estava sentada era o "banco" da mesa que está um pouco mais atrás...
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Quarta-feira, Fevereiro 21, 2007

 
[ Psicodália 2007 - São Martinho/SC ]
Diário de Bordo...

Não fosse pela ausência do Sr. Sol e presença constante da Sra. Chuva, o feriado teria sido quase perfeito.... afinal, não é sempre que se consegue unir mais de 2.000 amantes de boa música em um lugar como São Martinho, em Santa Catarina. então, meus caros... lá estava eu no Psicodália 2007.
meu grupo chegou na madrugada de sábado e não conseguiu montar acampamento num lugar muito bom. sendo assim, ficamos longe das cantinas e espaço dos shows... bem longe, diga-se de passagem... acho que alguns quilômetros... depois, qual não foi minha supresa ao perceber que a tal cozinha comunitária não tinha teto... era tão somente um amontoado de pedras para se fazer fogo de chão e água em canos de borracha, que serviam como torneiras... tudo lindo e maravilhoso, não fosse a chuva quase intermitente que caiu de domingo até terça-feira, dia em que finalmente voltamos pra casa. a propósito, só existia uma linha telefônica no restaurante da fazenda...
depois de montarmos a enorme barraca de 3 lugares que acomodou a mim, duas amigas e suas imensas mochilas, mais meu violão, nos dirigimos até a cozinha comunitária na intenção de aquecer água e preparar um humilde chimarrão... pra chegar até lá, descemos um morro, uma ladeira, atravessamos uma sanga, subimos mais uma ladeira, descemos por uma longa estradinha de chão, passamos por um chiqueiro e chegamos na cozinha... tudo em contato com a natureza, com toda aquela harmonia hippie e o mais puro contato com ar puro... depois, feito o chimas, nos dirigimos até o espaço com as tais piscinas naturais, que eram três... nesse dia, o sol era muito quente e ficamos buscando sombras pelo campo... depois disso, fiquei cerca de duas horas esperando minha vez no banho... por pura falta de sorte, faltou água quando chegou a minha vez... naquele momento, eu começava a perder a paciência... mas logo o Sérgio Dias passou por mim, com aquele sorriso de bobo que ele tem, e senti que tudo até ali tinha valído a pena, e que ele é meu grande ídolo...
dali em diante, os dias se seguiram com chuvas quase torrenciais... nosso colchão inflável furou, meu all star molhou por completo pra atravessar a tal sanga, o chiqueiro fedia como nunca, a subida do morro até a cachoeira ficou impraticável, choveu dentro da barraca, caí um tombo no barro, a cozinha também já não servia pra muita coisa, visto que não tinha teto... a estradinha virou um grande lamaçal e etc...
como nem tudo está perdido, assisti a shows fantásticos como:
Casa de Orates, Planeta Goya, Vitrola Velha, TransaFônica Samanah
e essa última eu conheci através da guitarrista, na fila do chuveiro: Insana Z.
enfim, acredito que algumas pessoas adoraram o evento. sem dúvida, teria sido muito mais divertido sem a chuva e tudo que ela ocasionou e também conheci muita gente legal, além de ter passado o feriado com a Clá e a Lê... mas eu não tenho vergonha em assumir que acampar na chuva não é pra mim.
VIDA LONGA AOS HIPPIES!


o segundo dia de shows...

Sérgio Dias e Banda
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Quinta-feira, Fevereiro 15, 2007

 

"o silêncio não é ausência.
é a presença inconciliável de todas as palavras."
autor desconhecido



Eu sei que tu passa aqui de vez em quanto pra te atualizar... e eu não ando escrevendo muito porque ando lendo pouco, talvez porque ande pensando demais e não consiga materializar em textos... mas o Caio conseguiu colocar num conto tudo que eu poderia te dizer e talvez nunca diga...



PARA UMA AVENCA PARTINDO
by Caio Fernando de Abreu

Olha, antes do ônibus partir eu tenho uma porção de coisas pra te dizer, dessas coisas assim que não se dizem costumeiramente, sabe, dessas coisas tão difíceis de serem ditas que geralmente ficam caladas, porque nunca se sabe nem como serão ditas nem como serão ouvidas, compreende? Olha, falta muito pouco tempo, e se eu não te disser agora talvez não diga nunca mais, porque tanto eu como você sentiremos uma falta enorme dessas coisas, e se elas não chegarem a ser ditas nem eu nem você nos sentiremos satisfeitos com tudo que existimos, porque elas não foram existidas completamente, entende, porque as vivemos apenas naquela dimensão em que é permitido viver, não, não é isso que eu quero dizer, não existe uma dimensão permitida e uma outra proibida, indevassável, não me entenda mal, mas é que a gente tem tanto medo de penetrar naquilo que não sabe se terá coragem de viver, no mais fundo, eu quero dizer, é isso mesmo, você está acompanhando meu raciocínio? Falava do mais fundo, desse que existe em você, em mim, em todos esses outros com suas malas, suas bolsas, suas maçãs, não, não sei porque todo mundo compra maçãs antes de viajar, nunca tinha pensado nisso, por favor, não me interrompa, realmente não sei, existem coisas que a gente ainda não pensou, que a gente talvez nunca pense, eu, por exemplo, nunca pensei que houvesse alguma coisa a dizer além de tudo o que já foi dito, ou melhor pensei sim, não, pensar propriamente dito não, mas eu sabia, é verdade que eu sabia, que havia uma outra coisa atrás e além das nossas mãos dadas, dos nossos corpos nus, eu dentro de você, e mesmo atrás dos silêncios, aqueles silêncios saciados, quando a gente descobria alguma coisa pequena para observar, um fio de luz coado pela janela, um latido de cão no meio da noite, você sabe que eu não falaria dessas coisas se não tivesse a certeza de que você sentia o mesmo que eu a respeito dos fios de luz, dos latidos de cães, é, eu não falaria, uma vez eu disse que a nossa diferença fundamental é que você era capaz apenas de viver as superfícies, enquanto eu era capaz de ir ao mais fundo, você riu porque eu dizia que não era cantando desvairadamente até ficar rouca que você ia conseguir saber alguma coisa a respeito de si própria, mas sabe, você tinha razão em rir daquele jeito porque eu também não tinha me dado conta de que enquanto ia dizendo aquelas coisas eu também cantava desvairadamente até ficar rouco, o que eu quero dizer é que nós dois cantamos desvairadamente até agora sem nos darmos contas, é por isso que estou tão rouco assim, não, não é dessa coisa de garganta que falo, é de uma outra de dentro, entende? Por favor, não ria dessa maneira nem fique consultando o relógio o tempo todo, não é preciso, deixa eu te dizer antes que o ônibus parta que você cresceu em mim de um jeito completamente insuspeitado, assim como se você fosse apenas uma semente e eu plantasse você esperando ver uma plantinha qualquer, pequena, rala, uma avenca, talvez samambaia, no máximo uma roseira, é, não estou sendo agressivo não, esperava de você apenas coisas assim, avenca, samambaia, roseira, mas nunca, em nenhum momento essa coisa enorme que me obrigou a abrir todas as janelas, e depois as portas, e pouco a pouco derrubar todas as paredes e arrancar o telhado para que você crescesse livremente, você não cresceria se eu a mantivesse presa num pequeno vaso, eu compreendi a tempo que você precisava de muito espaço, claro, claro que eu compro uma revista pra você, eu sei, é bom ler durante a viagem, embora eu prefira ficar olhando pela janela e pensando coisas, estas mesmas coisas que estou tentando dizer a você sem conseguir, por favor, me ajuda, senão vai ser muito tarde, daqui a pouco não vai mais ser possível, e se eu não disser tudo não poderei nem dizer e nem fazer mais nada, é preciso que a gente tente de todas as maneiras, é o que estou fazendo, sim, esta é minha última tentativa, olha, é bom você pegar sua passagem, porque você sempre perde tudo nessa sua bolsa, não sei como é que você consegue, é bom você ficar com ela na mão para evitar qualquer atraso, sim, é bom evitar os atrasos, mas agora escuta: eu queria te dizer uma porção de coisas, de uma porção de noites, ou tardes, ou manhãs, não importa a cor, é, a cor, o tempo é só uma questão de cor não é? Por isso não importa, eu queria era te dizer dessas vezes em que eu te deixava e depois saía sozinho, pensando também nas coisas que eu não ia te dizer, porque existem coisas terríveis, eu me perguntava se você era capaz de ouvir, sim, era preciso estar disponível para ouvi-las, disponível em relação a quê? Não sei, não me interrompa agora que estou quase conseguindo, disponível só, não é uma palavra bonita? Sabe, eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você, eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas essas coisas que me fascinavam e que no fundo, sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas, e pensava que ama era só conseguir ver, e desamar era não mais conseguir ver, entende? Dolorido-colorido, estou repetindo devagar para que você possa compreender, melhor, claro que eu dou um cigarro pra você, não, ainda não, faltam uns cinco minutos, eu sei que não devia fumar tanto, é eu sei que os meus dentes estão ficando escuros, e essa tosse intolerável, você acha mesmo a minha tosse intolerável? Eu estava dizendo, o que é mesmo que eu estava dizendo? Ah: sabe, entre duas pessoas essas coisas sempre devem ser ditas, o fato de você achar minha tosse intolerável, por exemplo, eu poderia me aprofundar nisso e concluir que você não gosta de mim o suficiente, porque se você gostasse, gostaria também da minha tosse, dos meus dentes escuros, mas não aprofundando não concluo nada, fico só querendo te dizer de como eu te esperava quando a gente marcava qualquer coisa, de como eu olhava o relógio e andava de lá pra cá sem pensar definidamente e nada, mas não, não é isso, eu ainda queria chegar mais perto daquilo que está lá no centro e que um dia destes eu descobri existindo, porque eu nem supunha que existisse, acho que foi o fato de você partir que me fez descobrir tantas coisas, espera um pouco, eu vou te dizer de todas as coisas, é por isso que estou falando, fecha a revista, por favor, olha, se você não prestar muita atenção você não vai conseguir entender nada, sei, sei, eu também gosto muito do Peter Fonda, mas isso agora não tem nenhuma importância, é fundamental que você escute todas as palavras, todas, e não fique tentando descobrir sentidos ocultos por trás do que estou dizendo, sim, eu reconheço que muitas vezes falei por metáforas, e que é chatíssimo falar por metáforas, pelo menos para quem ouve, e depois, você sabe, eu sempre tive essa preocupação idiota de dizer apenas coisas que não ferissem, está bem, eu espero aqui do lado da janela, é melhor mesmo você subir, continuamos conversando enquanto o ônibus não sai, espera, as maçãs ficam comigo, é muito importante, vou dizer tudo numa só frase, você vai ......... ............ ............. ............ .......... ........... ............. ............ ............ ............ ......... ........... ............ ............ sim, eu sei, eu vou escrever, não eu não vou escrever, mas é bom você botar um casaco, está esfriando tanto, depois, na estrada, olha, antes do ônibus partir eu quero te dizer uma porção de coisas, será que vai dar tempo? Escuta, não fecha a janela, está tudo definido aqui dentro, é só uma coisa, espera um pouco mais, depois você arruma as malas e as botas, fica tranqüila, esse velho não vai incomodar você, olha, eu ainda não disse tudo, e a culpa é única e exclusivamente sua, por que você fica sempre me interrompendo e me fazendo suspeitar que você não passa mesmo duma simples avenca? Eu preciso de muito silêncio e de muita concentração para dizer todas as coisas que eu tinha pra te dizer, olha, antes de você ir embora eu quero te dizer quê.


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Quarta-feira, Fevereiro 07, 2007

 
será destino ou acaso?

acredito em destino, sim e em acaso também. no entanto, a força do pensamento pode ser tão forte ou traiçoeira que me faça crer que tudo que passei até aqui foi por força do destino e me faça ignorar todas as opções que não percebi ou descartei, por pensar que meu destino fosse esse... por outro lado, tudo pode ter sido um mero acaso e aconteceu tudo isso por uma grande casualidade e sobreposição de fatalidades ou por momentos de sorte ou falta dela... enfim, como saberei????

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Segunda-feira, Fevereiro 05, 2007

 

pena que acabou...


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[tentativa de atualização]

o feriado foi em casa tentando curar uma gripe ou algo do gênero que conseguiu acabar comigo... de certa forma, foi até bom porque pude adiantar minha leitura no Garcia Marques e quase terminei Cem Anos de Solidão, de modo que passei meus dias de folga envolvida com os Aurelianos e Arcádios, suas mulheres, loucuras e compromidos de Amoxilina... não, ninguém me disse pra tomar amoxilina, mas tinha lá em casa e não achei médicos disponíveis no feriado... tá bom... na verdade, não fui afim de consultar o médico... mas já estou bem melhor.... também consegui ouvir um pouco de Beatles e apreciar com maior atenção o cd ao vivo do Oswaldo Montenegro. Maravilhoso!
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Ideias Curtas: uma maneira simplória de exercitar a escrita... ensaios talvez não tão criativos, dicas de cinema, livros, bares e o que mais der na telha.

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